O Campeonato da Europa da Suíça e da Áustria já acabou e não vai deixar grandes memórias para os portugueses.
A selecção nacional não foi além dos "quartos", onde foi afastada por uma Alemanha que demonstrou que o seu principal predicado é saber aproveitar as falhas alheias.
Portugal deixou a sensação de que poderia ir mais longe, mas os resultados é que mandam e acabaram por ditar uma ida para casa mais cedo do que o previsto.
O anúncio da saída de Scolari para o Chelsea a meio da competição não serviu de tónico para a equipa, pelo contrário, e a luta manchester-real por Cristiano Ronaldo foi mais um factor de desestabilização.
Quem me surpreendeu foi a Espanha, que apresenta sempre boas equipas em todos os campeonatos, mas nunca alcança a glória.
Desta vez foi diferente e ganhou o Campeonato da Europa, repetindo o feito obtido no longínquo ano de 1964. Foi a vitória da melhor selecção, do grupo mais forte e coeso, de uma equipa que joga bom futebol e muito bem preparada tacticamente por um velho sábio do futebol, Luis Aragonés, o homem que ousou deixar em casa o avançado do Real Madrid, Raul, a ver a bola pela televisão.
Gostei também de ver a Holanda de Van Basten a impor-se nos relvados da Áustria e da Suíça, com uma primeira fase esmagadora, onde cilindrou italianos e franceses, que foram duas das principais desilusões da prova.
O sonho laranja terminou nos quartos de final com a Rússia, num jogo menos conseguido perante um adversário orientado por um holandês, Guus Hiddink, que sabia muito bem como anular a equipa da terra onde nasceu.
Sábado, Julho 05, 2008
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